terça-feira, 21 de dezembro de 2010


Eis aqui o que me faz pensar...
O que a história nos traz?
Cronicas e criticas feitas sem hesitar pelos que não são mais povo e nos traem.
Traem porque é de sua natureza acreditar que pensar é o que nos faz existir. Traem porque foram traídos pela lógica de não se deixarem apenas sentir!
O que são fatos senão verdades contadas por aqueles que a sentiram a flor da pele: verdade é a racionalização dos sentimentos, a concretização do impossível e impossível são muitos.
Quem não amou e odiou a si mesmo ao confrontar expectativas e resultados? Essa é a nossa história cotidiana. Quem a conta? Quem a irá contar? O que conta nisso tudo?
Na matemática é tudo simples, ciência exata. A ciência humana no entanto ignora a matemática. Por muito é preciso achar mais que 1 para nos somar e formar 2. Por vezes mais 1 te reparte ao 1/2. Há chances de poucos te dividir em vários. Essa é a exatidão dos sonhos que de nada quer saber da álgebra. X é qualquer incógnita. Quais são os SEUS reais valores?
Os valores dos seres humanos são constituídos de medo. Medo não se mensura. Seu tamanho é censura que o próprio censurado sanciona.
O que deixará escrito pois de sua própria história. Tanto tempo tentando entender o que? O que sou eu, o que é você? Mas testamento não é razão, este a lei desdobra. Testamento é sim resumo da ópera, testemunho histórico da mais profunda emoção.

quinta-feira, 8 de julho de 2010


Na busca pelo sorriso o suor escorre de meus olhos.

Mas que dívida é esta que nos comprometemos a pagar nesta vida(?) Pelo sorriso: troféu da vitória, símbolo da dívida paga, minha busca e minha luta.

Para lutar é preciso treinar. É preciso treinar antes e depois dos treinos. É viver no extraoficial, fazer mais para deixar de ser menos. É daí que então dívidas são dádivas. Mas saber pela qual dessas devo pagar, saber quais destas mereço ganhar são duas perguntas iguais.

A dádiva do sorriso esculpido num rosto de pedra. Duro e frio pelo congelar das horas. Pálido e fosco devido a poeira do tempo: Pallas Athena: Estátua da guerreira.
Parte estática de mim que agora se move.

É preciso lutar para realizar aquilo que acredito necessário: te devolver a capacidade de me fazer sorrir.

sábado, 12 de junho de 2010



Angustia de quem não sabe nada e achava que sabia de mais.

Aperto que grita em silêncio.

Vontade de dizer o que tu não disseste.

Por que tens medo?

Eu sinto.

Sei que este medo é o que faz crescer tudo o que queria evitar mas não posso mais. Quando entramos por esta porta? Por que abristes a janela de tua alma fazendo-me escancarar a minha. Nada é justo. Nem mesmo somos super-heróis! E toda essa coragem de onde vem? Como podes? Cheia de perguntas sem realmente necessitar respostas. Foi só ontem mas já era.. isso é muito porque sempre fostes assim.

A casa está quieta, a noite vazia.. cenário perfeito para os que precisam dormir.

sábado, 15 de maio de 2010

12. setembro. 2007 achado.. rs


Na hora em que a verdade nos é revelada ela tem extrema força, nos emociona e impulsiona. Mas o tempo, o tempo nos faz fraquejar.. Relembramos e ainda podemos reconhecer a verdade como tal, mas a emoção se esvai... aos poucos... O verdadeiro aprendizado está em não coloca-las na estante junto com tantas outras verdades esquecidas. O que estamos aprendendo hoje para tornar nossos futuros menos miseráveis? Conhecimentos guardados são um livro fechado, empoeirado, esquecido... Uma voz calada pela ignorância que julgávamos ter transpassado.

quinta-feira, 29 de abril de 2010


Não sei, talvez.. vindo da boca de uma fêmea não dúvida-se do significado: sim. Quando um macho pronuncia porém um talvez, pode ser.. pode ser que apenas não saiba como dizer: Não. Não quero, não gosto ou não posso. E nós mulheres que somos complicadas?
Apenas reproduzimos o que a sociedade nos pede: ter vergonha dos próprios desejos, ser recatada. Uma boa moça não é essa, senão a que fingi rir quando quer chorar e choraminga para dizer que sim?
Sei lá, não sei.. apenas um desabafo de quem quer enxugar de vez as lágrimas.

"...
Pra se entender
Tem que se achar
Que a vida não é só isso que se vê
É um pouco mais
Que os olhos não conseguem perceber
E as mãos não ousam tocar
E os pés recusam pisar
Sei lá, não sei
Sei lá, não sei

Não sei se toda a beleza
De que lhes falo
Sai tão somente do meu coração
Essa menina em poesia
Num sobe-desce constante
Anda descalça ensinando
Um modo novo da gente viver
De pensar e sonhar, de sofrer
Sei lá não sei
Sei lá não sei não.
..."
(Paulinho da Viola e Beth Carvalho)

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Pela janela



Criações e expectativas. Não me cabe mais errar. Mas errar é inerente a vida! Eu vivo?
Pausa...
Vivo criando sonhos e pintando estrelas, procurando a paz em meio a guerra. Sobre nuvens, corro atrás do leão de cada dia. Esta sou eu desses últimos tantos mil dias.
Pausa...
Mais uma vez me procuro naquilo que não me pertence. Enquanto isso me deleito no banquete de Platão. Me iludo me negando o sim, e ignorando o não.
Mas uma vez de baixo do mesmo pé de árvore. Esperando contornar o inevitável. A esperança, a última que morre, morre. Morre ao ser atingida pela maçã que cai da macieira em que me refugio do sol e à quem imploro que me esquente em sua sombra. No calor do instante que não passa, sonho com a ausência de gravidade.
Ah.. Quão grave este senão. Tudo que há no banquete de Platão é assim tal qual um banquete de amor.. perecível. Efêmero, como à tudo que dou valor: fim previsível.
Contornar as ilusões e criar reais expectativas é demais duro e exige responsabilidade, coragem. A quem vou culpar quando der um passo em nova direção e o erro for outro? O roteiro não será mais aquele de "isso sempre acontece comigo". Será que depois de acordar ainda é possível continuar sonhando? E se a guerra acabar e eu descobrir que em mim é que habita meu único inimigo.. o que farei agora?
À beira de um rio vejo o reflexo do leão que não quero matar. O rei da floresta, temido agora teme o verme que lhe come por dentro.
Sonho? Roteiro? Talvez apenas o vício nessa autodigestão. Mas não canto no time dos que "vamos comer Caetano". Ponho para fora.
Mais um erro? E o que importa? A vida continua?

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Imprevisão dos tempos


Acordei hoje um minuto antes que o relógio me convidasse a sair da cama. Como se natural estava eu de pé. Assim. Tão cedo.
Depois desse temporal e de tantas tempestades corri até a janela para oferecer meu rosto ao sol, meus olhos às montanhas e meus ouvidos à água que corre...
Cada dia ganho mais peso que não me pesa, me fortalece porque eu, juntamente, cresço.
Fito as montanhas mais uma vez, procuro a mais distante... é lá que hoje eu quero chegar. Estico meus braços ao longe. Está vendo? É lá que caminho hoje. Muitos me desacreditam: desaprenderam a andar.
Como um botão que se abre, renasço sem morrer. Observo daqui de cima as árvores e suas folhas molhadas... mas hoje, é só orvalho. Previsão pra hoje? A melhor dos tempos!

domingo, 28 de fevereiro de 2010


Acho realmente que não queria pagar o preço. Onde está a rebelde? Se perdeu ao procurar uma causa. A causa era ela. Como admitir isso sem se sentir egoísta? Mesquinha? Pequena? Pequena ficou ao abrir os olhos para o mundo e fechar para si mesma. Se tornou mais uma. Logo ela que era única. Logo ela que era melhor. Logo ela que podia. Logo ela...
Mas será que agora o preço é tão alto que a dívida não pode ser sanada? Que miséria é preciso viver para poder enxergar a vida?
Não. Não deixará o caminho. Parecia difícil antes e agora impossível, mas não, não deixará o caminho. Onde encontrará pés para tal eu não sei, mas o caminho lhe dirá sem falta onde encontrar o que lhe falta, eu sei. Falta de vergonha ou bom senso? Disso já foi diagnosticada por vezes nesses longos anos em que buscou sensatez. Agora dança. Dança a música que ninguém ouve. Dança mesmo que seus sapatinhos já estejam velhinhos de tanto dançar. Ela dança.
Paixão: seu início e seu fim. Sempre a paixão. Combustível que transforma inércia em movimento. Labor em prazer. Devaneios em realidade. Permite agora que seus defeitos a conduzam ao topo. Limites? Não os conhece, verdade, mas agora também não mais os procura. A vida se encarregará de mostrar-lhes enquanto ela se encarrega apenas de não enxergá-los.

sábado, 13 de fevereiro de 2010


Parecia-me de novo como o velho eu: calei. Não que me faltassem palavras(em verdade nelas quase me afogava; as engolia; me sufocava). Não queria trazê-las ao mundo em vão. Antes, insensata, eu:as permitia; elas:fugiam.
Sempre aberta a novas descobertas, diversas faces me compraziam. O que me rodeava era exato o que queria. Final do conto de fadas: nada satisfazia.
Sentada abraçando os joelhos ralados da última alegria, tentei achar no passado um final mais adequado e quem diria, a vida é uma prova de múltipla escolha. E sabe aquele conselho do professor de não refazer uma questão já respondida? Tá aí a grande dica! Sempre a primeira resposta é a mais confiável. No passado fui buscar a minha.
Por tempos procuro a resposta para: Do que que a Taissa gosta? Mas a verdade é que existia uma única resposta: Desculpe-me, não a conheço. Não mais conhecia! Mas se pensas que florearei aqui palavras sobre nosso primeiro encontro, desculpe-me mas não poderia.
Em legítima defesa levantei a fim de matar o tempo que me comprimia. Quando vi, já estava ao meu lado, quando entendi já era parte toda de mim. Assim sem palavras. Desse encontro fugaz fez-se tatuagem em meu rosto um sorriso.
Percebi-me perplexa pois antes não entendia a diferença entre o que eu era e o que queria ser. Mais aterrorizada fiquei ao ver, que muito dos meus verbos "querer" não era conjugado em primeira pessoa.
Entendes agora o respeito que adquiri pelas palavras? Por isso dou-te poucas e sufoco-me com as várias. Mesmo sem ar percebo o cheiro que por 10 anos fui incapaz de notar.

sábado, 5 de dezembro de 2009

Ode


"Smile you are on a tv show!". Com essa sensação acordei hoje. Como se eu pudesse ver toda a minha vida e constatar que o tempo todo isto não passou de ilusão. Algo tipo o show de Truman.
Confusões, mal entendidos, dias em que troquei o prazer pela dúvida. Sensação estranha que permeia minha mente como se presente e passado fossem uma coisa só e ao mesmo tempo o que estou vivendo é futuro. Posso ver como fiz e como faria. Alguém voltou a fita? Quem é essa pessoa que veste minhas roupas e minha carne?
Acho que esses últimos anos foram assim: construídos em cima de nuvens. Não que antes não tivesse sido, mais cada vez que chove é dia de recomeçar.
A chuva não para... desce de meus olhos... Em vão tentam molhar a terra que não há. Solo fértil que não ousei pisar. Mas será que desta vez é sério, será que desta vez só sou eu e ponto. Isso que busco só, sozinha.
Depois de tanto tempo este é meu presente. Deveria ter me dado há mais tempo.
Por vezes parece que preciso pedir perdão, por outras necessito de desculpas. Por muitas vezes quero justiça. Meu mal? Penso sempre duas vezes antes de falar e acabo não dizendo a tempo o que deveria ser dito. Ainda há tempo?
E esta outra que veste meu corpo e vive iludida na sua inocência pueril de que todos podem ser bons. Podem mas não o são. Vive um clip sem nexo e dança. Dança mesmo quando deveria calar. Cala-se quando deveria chorar. Chora quando o certo é berrar.
Deus morreu e meus heróis também. Nem sempre de overdose mas sem dúvida todos passaram da dose. Passaram porque esse mundo é pequeno, nem sempre comporta aqueles que não se comportam.
A mim resta pedir piedade à ela e à esse bando de covardes.

"Agora eu vou cantar pros miseráveis
Que vagam pelo mundo, derrotados
Pra essas sementes mal plantadas
Que já nascem com caras de abortadas
Pras pessoas de alma bem pequena
Remoendo pequenos problemas
Querendo sempre aquilo
Que não têm
Pra quem vê a luz
Mas não ilumina suas mini-certezas
Vive contando dinheiro
E não muda quando é lua cheia
Pra quem não sabe amar, fica esperando
Alguém que caiba no seu sonho
Como varizes que vão aumentando
Como insetos em volta da lâmpada
Vamos pedir piedade
Senhor, piedade
Pra essa gente careta e covarde
Vamos pedir piedade
Senhor, piedade
Lhes dê grandeza e um pouco de coragem.
Quero cantar só para as pessoas fracas
Que tão no mundo e perderam a viagem
Quero cantar os blues
Com o pastor e o bumbo na praça.
Vamos pedir piedade
Pois há um incêndio sob a chuva rala
Somos iguais em desgraça
Vamos cantar o blues da piedade"
Cazuza

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009




Tentando escapar do real que angustia,
criei um bem, meu bem.
Te precisava ali, e se: me convém,
criava ilusão, porque não existia.

O vazio não podia estar.
Não duvides que escutei teu não,
mesmo que repetisses incansável seria em vão.
Criei a ti e pus no lugar.

Da mau amada eu prescindia.
Cobranças infantis de logo quem!
Bebi desta água também.
Paixão já não existia.

Já não queria mais dar,
o que cultivava era não
Pois pouco já era suficiente até então.
Chega: palavra que precisava: amar.

Mas vinha com toda aquela alegria:
Me cortava a razão
Eu bem consentia, bem rente ao chão,
e cercada de lágrimas por vezes insistia.

Mas o que plantei porém um contudo tem,
todavia me faltou o ar.
Todo sorriso que precisei dar,
também.

terça-feira, 13 de outubro de 2009


Acabou hoje a licença maternidade a que tive direito por dar luz a mim mesma.
Ainda estou como vim ao mundo: Sem lenço para enxugar as lágrimas, sem documento para dizer quem sou (Isto só cabe a mim).

Ousei, e talvez tarde, sacudir o corpo que estava cansado de não ser. Era tudo. Era o que propunham que fosse: moldava-se a cada toque. Mas não começou assim e preciso explicar o fim desde o início, para que entendam como comecei de novo.

“Já morri algumas vezes e sempre que renasço é assim: Um pouco de medo de tocar nesse chão, será que aquele pezinho ali em baixo é realmente parte de mim? Como de nada sei, tudo que me é convincente jogo nas costas. Depois de tanto carregar, chega o momento em que tudo cai. A cada vida me recordo um tanto da última, cada vez mais ‘experta’ nessa história de carregar o que me dão. Dão-me muitas coisas pois tenho sempre o braço a frente estendido. Muitas vezes esse braço era só tentativa de tatear o caminho, mas quem vê não entende assim.

A última queda foi alta, me apoiava num pé só (ou melhor, em um dedo, como bailarina) e foi lá dessa altura que caí. Decidi então jogar tudo fora e não mais carregar nada, nada nada do que havia carregado antes. Esta era eu até então...
Parecia muito bem, uma pessoa boa e comportada sem esse negócio de ficar com raiva ou tirar satisfação... Uma discordância aqui ou ali só por que não se entende tudo não é? E parecia estar bom, de verdade parecia! Para todos, mas não para mim. Carregar toda essa doçura já enjoara faz tempo e, além disso, açúcar engorda um tanto.

Por isso tudo que havia de haver mesmo tantos “eus”. Com tanto peso tomei a inédita decisão: Vou sacudir tudo, e que caia o que não me pertence! Eita, eita! Ninguém acredita que nada do que tenho hoje não tinha semana passada. Não devem acreditar mesmo por que sempre somos já, aquilo que tanto queríamos ser. Mas eu não era, porque era muito de outras coisas também e aí ficava confundida. Mas sacudi, sacudi bem forte e esta foi a minha última morte (até então)”

Moldava-me a cada toque e vivia de retoques. Procurando ver lá fora o que se passaria aqui dentro. Método eficaz, mas demorado. Perfeito até perder a graça. Cultivava plantas que não eram as minhas. Depois dessa tormenta, que não passou de mais um parto difícil, descobri que as sementes que achava ter perdido ainda estão dentro de mim e as que eu achava que não tinha, apenas me era restrito o acesso. Quantas sementes ainda aguardam ser permitidas? Espero que muitas, mas minha preocupação nessa vida é apenas adubar a terra. Proporcionar firmeza e sustentação a elas. E é assim que me sinto: Sólida.

Tudo em volta tem outro cheiro...
Não entendo os sinais nem o porquê de tanta preocupação.
Será que é fogo? Não vejo nada.
Se ao menos me envolvesse a fumaça.

Mas de nada adianta achar que
sabe porque não sei.
Não sei mas.
Não sei mais.

E de que adianta o saber em momentos de fúria,
em momentos de amor,
em momentos de dor,
em momentos de angústia?
Em que momento adianta?

Mesmo que esses versos tenham sido jogados,
mesmo que, mal trabalhados,
queimaram na fogueira que não tem fumaça.

Não me serve mais, de apelo os sinônimos.
Não sinto mas, o gosto dos homônimos,
nem consigo tocar o infinito das anáforas,
Tudo porquê me deixei roubar o cheiro das metáforas.

quarta-feira, 7 de outubro de 2009


Meu elo perdido, guardião do portal que transpus na última vez que fui aí, fora de mim. Desde então me transporto no tempo com esse movimento inerte de idéias que não são matéria. Por não terem massa, não produzem força.

Caleidoscópio tácito pelo qual te observo. Vejo a quem dedico meus eus, escuto a quem me escolhe o qual. Se sou ar, és terra, mas se sou metal? Metal afiado que usas para aparar minhas arestas. Como me vês? Por que me moldas? Como sabes que é exato o que eu quero? Me dás fome e me sacia.

Todavia, quando o “ser admirado” passa a ser o “ser amado” perde-se. Perde-se o poder de compartilhar o talento e por isso vira vício. Como se voltássemos a cada passo para o início. Peço-te que extirpes de mim este ofício. Se posso amar-te tão pura, simples e ternamente hoje, quero que assim o seja sempre. Quero desse amor em que o ser amado é dele carente e não abstinente como um viciado.

Tudo isso porque te quero para sempre e sei que és apenas mais um. Mas um de poucos que depois de ser amado merece meu verdadeiro amor. Digo isso porque acabo de constatar que talvez sempre soubesse: Quando te amei não havia amor, entendes? Como uma reta que se desenha infinita para ambos os lados e a dividimos ao meio, infinitas e infinitas vezes. O que temos?

Nunca se teve amor pelos atores que tiveram o papel que hoje é seu personagem. Mas juro que havia. Hoje descubro que me enganei. Nem por ti houve, a quem amo tanto quanto amei a todos.

Por isso guardes bem o portão que não ouso novamente ultrapassar.

A verdade é que este amor só vem depois que o herói se desconstroe. Até então é loucura, admiração ou vício. Até quando será preciso dividir a reta para que se chegue a um único ponto de dimensões infinitas? Essa é a pergunta que te faço. Quantas vezes me apaixonei pelo talento? E as respostas: Sempre.

segunda-feira, 7 de setembro de 2009


Tudo sempre pra mim teve que ter porquê, por que para mim não bastava ser. Talvez minha incapacidade de crer que é porque é ou acreditar que é assim só porque o vejo.
Quando criança queria ser cientista, desses que estudam tudo sobre tudo. Queria pesquisar a fundo, não para achar coisa nova mas para entender porque o velho assim o era. Essa era a grande novidade.
Ao observar, para o homem, tudo há de ter um porquê enquanto para mulher precisa haver um eu sinto que. Eu nunca me dei ao luxo de sentir apenas(o que me é de direito posto que nasci fêmea).
Esse é meu grande percurso de volta no tempo para não mais perder tempo. Explorar e experimentar deu lugar ao se entregar sem perguntar. O que de início paraceu-me imobilizante e sufocante aos poucos me conquista e envolve. Estou me propondo a viver no mundo material. Transformando pensamentos em ações... Nunca imaginei antes que sentimentos eram matéria e não ideia. Então é isso aí, mãos NA massa!

Eu recomendo: